domingo, 30 de maio de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Vi a Monalisa.
Não foi nenhuma surpresa nem nada de tirar o folego. Até por que ela é igualzinha nas revistas, nos livros, na internet... O que me surpreendeu mais é que um retrato de uma mulher que ninguém sabe direito se existiu mesmo, que se existiu nem fez nada que se saiba de muito interessante além de posar para o Leonardo há 500 anos, faz com se forme uma aglomeração constante de pessoas quase sempre empunhando suas câmeras fotográficas, a fim de ali fazer muito mais do que uma imagem da pintura e sim para fazer um registro, prova cabal e irrefutável de que vislumbraram a obra original, mesmo que muitos nem tenham realmente conseguido ver a imagem real e só a vejam após o clique no visor de suas câmeras, já que estas agora são quase sempre digitais e que a muvuca ali não é pequena. Protegendo a obra de qualquer catástrofe, que possa acontecer, temos um vidro grosso fazendo com que possamos ver nossos reflexos sobre a obra. Sem metáfora, eu me vi no colo da Monalisa.
E quando a permanência na pequena multidão beira o insuportável, a moça do museu libera algumas pessoas retirando momentaneamente a faixa de segurança. Quando alguém quer adiantar o processo ou não entendeu que ainda não é sua hora de ir embora, a moça do museu grita democraticamente com todos. É um ambiente bem típico de museu.
O me faz pensar é que hoje, veja bem, hoje não é mais tanto esse retrato de uma pessoa comum nem o sorriso tão enigmático, que se faz tão famoso (se eu tivesse estudado mais história da arte, talvez não fosse tão herege). Ao meu ver, hoje o que faz La Gioconda ser tão requisitada são as próprias pessoas a sua volta. O que mantém a aglomeração ali é a própria aglomeração em volta da pintura e não a pintura.
O que fica de reflexão não é uma profunda análise sobre o quadro que foi visto, uma por que não tenho base pra isso e outra, por que não dá pra ver o quadro.
Fica então, uma dúvida sobre a utilidade da quantidade de imagens que registramos atualmente. Fica também o pensamento se sabemos a diferença entre a hora de aproveitar um momento e o instante em que podemos registra-lo sob nossas óticas para partilharmos com outros. Fica o pensamento de que arte é pra ser vista por todos, mas como faze-lo se nesse caso a coisa cresceu tanto, a moldura tem menos de 60 x 80 cm e original sempre vai ser só um. Fica a dúvida do que ela (a retratada) pensaria disso tudo. E ficam as dúvidas: se precisamos lembrar de tudo que memorizamos e podemos esquecer o que esquecemos?

Paris.

quarta-feira, 26 de maio de 2010





La Grande Arche, Paris.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lisboa me visitou. Paris.

Paris.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010